terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Frágil para a Glória de Deus...




Criatividade na fragilidade

Deus vai te guiar com Sua forte mão; podes descansar na tribulação;
Seja tua vida livre de pesar; em tristeza e lida Deus vai te guiar.
(VINGREN, F. e KIRKPATRICK, Deus vai te guiar, HC028)

A consciência da fragilidade é um saber necessário aquele que se dispõe a exercer um ministério profundo, rico e criativo. Quando o ministro confia em Deus, suas limitações, temores e imperfeições se tornam em terra fértil nas mãos de um Deus amoroso e criativo. A tribulação e os pesares do cotidiano são transformados em experiências para a glória de Deus e o ser humano compreende que foi criado para andar com o Criador.
Permitir que a sua fraqueza se torne uma fonte de criatividade é um desafio que poucos estão dispostos a enfrentar no mundo atual. A contemporaneidade pede cada vez mais pessoas dispostas a viverem um treinamento continuado em busca de altos níveis de competência possibilitando profissionais capacitados, competitivos e exigentes. Mas no ministério cristão os pré-requisitos são diferenciados: É preciso equilíbrio! A busca de uma intimidade com Cristo é essencial, porém sem perder de vista o desenvolvimento das potencialidades humanas sempre tendo em vista que tudo é para a glória de Deus. [1]
Quando Focauld[2] afirmou que “o homem precisa entrar no deserto para receber a graça de Deus” ele quis demonstrar a essencialidade dos momentos de dificuldades para o desenvolvimento da espiritualidade do cristão. O deserto, segundo Barbosa[3], é um lugar onde a alma do cristão é alimentada pela graça e pelo amor que vem de Deus.
Para o ministro cristão enfrentar o deserto é preciso ter consciência da segurança eterna que repousa no cuidado que o Pai tem para com os seus filhos[4]. Aquele que busca exercer o ministério criativo pode enfrentar as mais complexas dificuldades e perseguições, porém ele sabe que em Cristo a vitória é certa e o deserto faz parte de um momento passageiro, pois o foco está na vida eterna.



[1] NOUWEN, 2008, p. 127.
[2] FOCAULD. In. BARBOSA, 2009, p. 30.
[3] BARBOSA, 2009, p. 95.
[4] BARBOSA, 2009, p. 162.

HISTÓRIA ECLESIÁSTICA: PARTE 07.

CLICANDO AQUI você tem acesso ao que foi estudado na Unidade 07: A História da Igreja na Idade Moderna com um enfoque maior nas questões que envolvem a Reforma Protestante.



Quando a criatividade pede submissão...





Em Jesus tens a palma da vitória, minh’alma;
E também doce calma pelo sangue da cruz!
(MACALÃO e PALMER, Em Jesus tens a palma da vitória, HC075)

Um mal do mundo contemporâneo é a necessidade de se afirmar enquanto detentor de poder evidenciando a valorização da figura hierárquica e empobrecendo as relações onde o bem comum é priorizado. Porém Barbosa[1] defende que quando a igreja opta pela idéia de poder, enquanto algo que traz privilégios e revela a idéia de domínio, ela nega necessariamente a liberdade e o amor.
Diante dessa idéia de poder, que em nada tem haver com a questão relacionada ao espiritual, pode ser percebido que ele é prejudicial ao desenvolvimento de um ministério cristão criativo inspirado pelo exemplo de Cristo e deve ser combatido por aqueles que almejam anunciar as boas novas.
Ao contrário da idéia de poder e domínio, a submissão ao Pai apresenta-se como uma forma de se permitir ser conduzido pelo Criador e assim ser o caminho que promove a comunhão entre as pessoas.[2] Ela é a disciplina espiritual que conduz a liberdade de interagir com as pessoas em uma mesmo ideal que é a adoração ao Criador, porém ela vem sendo sistematicamente negada e negligenciada.
Se permitir viver a disciplina espiritual da submissão é atender a um chamado radical. Um chamado que leva o ministro cristão a não mais fazer algo que ele queira, mas a morrer para ele mesmo e abrir mão das próprias ambições temporais e focar no que é eterno.[3]

A luz dessa nova liberdade da humilhação, de conhecermos a verdade sobre quem somos, respondemos que nossos talentos não são nossos, eles vêm do nosso Deus Criador criativo. (CARD, 2008, p. 78)

É quando o homem se permite, através da submissão ao Pai, viver a liberdade da humilhação que ele passa a se conhecer e reconhecer suas capacidades e limitações. É o momento em que o ministro compreende que é dependente do Criador. O ministério só passa a ser criativo quando há o entendimento que é o Cristo criativo que o inspira.
César[4] afirma que para viver um ministério frutífero é preciso amar e se deleitar com a idéia de que o ser humano é pequeno e frágil. É só mediante a consciência do quão dependente é, que o homem passa a viver com ousadia. Na fraqueza há o terreno fértil para que Cristo possa ter liberdade de manifestar o poder que provoca criatividade para a glória de Deus.
Enfim, Nouwen[5] afirma que o líder do futuro será justamente o que ousar assumir sua irrelevância no mundo como uma vocação divina que o leva a depender de Deus. É quando a submissão possibilita ao homem se deixar ser usado por Deus proporcionando uma força criativa no ministério e produzindo bons frutos.


[1] BARBOSA, 2009, p. 168.
[2] BARBOSA, 2009, p. 171.
[3] CARD, 2008, p. 82.
[4] CÉSAR, Marília de Camargo. Feridos em nome de Deus. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2009. p. 40.
[5] NOUWEN, 2002, p. 18.


SERMONÁRIO: A verdadeira sabedoria!

O que vem a ser a verdadeira sabedoria? Algo tão almejado em todos os tempos e que pode ser por você alcançado! Tão maravilhosa virtude que repousa no princípio do temor ao Senhor é alvo de reflexão que você encontra no esboço de sermão que você encontra CLICANDO AQUI.


Sara Baptistoti Tedesco: Um presente do Senhor para a nossa família!

Em novembro o Senhor nos deu um lindo presente! No dia 03 nasceu Sara. Linda, amada e recebida com a certeza de que o Deus Criador nos deu uma maravilhosa herança! Agora, Olivia, Marcos e Sara.